Super User

Super User

Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Obra de João dos Santos

Published in Conteúdo
  1. Funda a Secção de Higiene Materno-Infantil de Campo de Ourique, mais tarde chamado Centro Sofia Abecassis, onde, pela primeira vez, em todo o mundo, se aplicou um programa de Saúde Mental para a primeira infância.
  2. Funda o Colégio Eduardo Claparède destinado a crianças-problema e onde se iniciou em Portugal o primeiro Seminário Psicopedagógico e uma Escola de Pais.
  3. Com a pedagoga M. Amália Borges, cria em 1954 os dois primeiros Centros Psicopedagógicos existentes em Portugal: nas escolas da mais importante associação operária “Voz do Operário” (cerca de 1200 alunos) e no colégio privado “Colégio Moderno” (cerca de 500 alunos).
  4. Cria a Liga Portuguesa de Deficientes Motores (1956), associação que, um ano mais tarde cria a secção de Paralisia Cerebral que deu lugar ao primeiro Centro de Paralisia Cerebral em Portugal.
  5. Com Henrique Moutinho cria a primeira classe para crianças amblíopes existente em Portugal e mais tarde (1956) o Centro Hellen Keller, destinado à prevenção, tratamento e reeducação de crianças deficientes visuais. Foi o primeiro centro no mundo que integrou na mesma escola crianças cegas, amblíopes e de visão normal.
  6. Participa na fundação da Associação Portuguesa de Surdos.
  7. Com Dora Bettecourt funda a Liga Portuguesa contra a Epilepsia (1968).
  8. Funda, com outros psicanalistas, a Sociedade Portuguesa de Psicanálise.
  9.  Colabora na criação do Centro de Saúde Mental Infantil de Lisboa de que foi o seu primeiro director. Aí existiram desde o início, equipas de serviço ambulatório no Dispensário Central e no Dispensário do Hospital Dona Estefânia, além da equipa das clínicas infantis do Hospital Júlio de Matos. Mais tarde foram criados outros serviços como o Laboratório de Electroencefalografia, Laboratório de Bioquímica, a Escola dos Cedros – serviço de adolescentes, a Casa da Praia – Externato de Pedagogia Experimental e a Unidade de Primeira Infância (UPI).
  10. É o sócio nº 1 do Instituto de Apoio à Criança (1983).

 

 

Ler Mais

Pedagogia Terapêutica

Published in Pedagogia Terapeutica

A Pedagogia-Terapêutica praticada na Casa da Praia é uma modalidade de intervenção multimodal, centrada na criança e na família, em articulação com as estruturas comunitárias. Neste modelo, a criança é vista numa perspetiva global, em termos do seu funcionamento psicológico e no contexto da dinâmica particular da sua família. A Pedagogia-Terapêutica constitui um meio de intervenção privilegiado junto de crianças pouco estruturadas do ponto de vista do seu mundo interno, muitas vezes relacionadas com disfunções familiares significativas.


São crianças que por razões de ordem emocional,  muitas vezes coincidente com outras de ordem social, não conseguem estabelecer uma relação afetiva profunda com as pessoas do seu envolvimento familiar, sobretudo nos primeiros anos de vida, podendo evoluir sem se fixarem bastante em alguma etapa evolutiva, o que vem, posteriormente, a constituir lacunas na sua evolução. Possuem um potencial de base para poder aprender e relacionar-se mas com uma recusa muito evidente pelo pensar, imaginar e comunicar. Refugiam-se, na sua maioria, num agir expresso em sintomas de agressividade e instabilidade ou numa forte inibição relacional associados a uma auto imagem desvalorizada, insegurança e tristeza camuflada.


A Pedagogia Terapêutica baseia-se na observação sistemática da criança e avaliação de resultados, utilizando os meios da pedagogia (as atividades de livre expressão – oral, gráfica, plástica, corporal, … ) não propriamente para avaliação dos saberes escolares, mas como instrumentos ao dispor da criança do ponto de vista projetivo e do seu funcionamento mental. Os problemas emocionais de cada uma são tratados por educadores e professores através de uma pedagogia que é terapêutica porque tem em conta a fase de comunicação em que a criança se encontra e a relação que estabelece com o outro, permitindo-lhe a reconstrução de etapas do desenvolvimento que não foram devidamente experimentadas ou vividas.


A Casa da Praia procura proporcionar um espaço relacional de confiança e um clima organizacional de acolhimento, bem estar, segurança e previsibilidade, promotores tanto de uma melhoria do funcionamento afetivo e cognitivo da criança, como da sua auto imagem e confiança. A própria instituição é também ela terapêutica pois valoriza e organiza as atividades da criança implicando todos os adultos que ali trabalham.

Ler Mais

Funcionamento e Organização

Published in Conteúdo

O Centro Doutor João dos Santos- Casa da Praia funciona de 2ª e 6ª feira, entre as 8h30 e as 17h30, em horário contínuo e está aberto todo o ano.

Tem capacidade para um acompanhamento anual de um máximo de 100 famílias e uma média de 60 crianças.

O trabalho desenvolvido na Casa da Praia tem como suporte uma equipa multidisciplinar, formada por técnicos com formação diversa e, definida como “ conjunto de pessoas que, tendo funções e habilitações diferentes discute, periodicamente, o mesmo caso de forma a aferir pontos de vista, não só técnicos, mas também afetivos” (Santos, 1988, “Casa da Praia – o Psicanalista na escola”, Livros Horizonte).

A equipa é formada por Técnico de Serviço Social, Psicólogo, Psicomotricista, Educadores e Professores Especializados. Tem supervisão semanal de médico pedopsiquiatra e supervisão mensal, de médico pedopsiquiatra/ terapeuta familiar.


A equipa

É em equipa que se definem as hipóteses de intervenção e se elaboram ou reformulam os projetos adequados a cada situação, tendo sempre em conta os parceiros intervenientes. Todos, na sua especificidade, são indispensáveis para uma visão global sobre a criança, a família e os contextos em que se insere.

Na Casa da Praia procura-se criar um clima de acolhimento, em que a família e a criança sintam que existe um interesse real por si, enquanto pessoas, apostando nas suas capacidades e não nas dificuldades ou insuficiências, proporcionando um espaço de reflexão e encontro que permita a (re)construção da auto-imagem, a confiança e reforço das suas potencialidades.

O trabalho quotidiano com as famílias e as crianças desenvolve-se numa dinâmica relacional de respeito pelo ser e saber de cada um, no respeito pela sua individualidade e matriz sociocultural.

1 - Os pedidos de intervenção podem ser efetuados por:

  • Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), cujas medidas de promoção e proteção recomendam apoio especializado de natureza psicossocial ou psicopedagógico;
  • Equipas de Apoio aos Tribunais de Lisboa (EATL), ou outras instituições similares;
  • Agrupamentos de escolas e jardins de infância;
  • Serviços da Comunidade (Saúde, Santa Casa da Misericórdia,...), com crianças a frequentarem estabelecimentos de ensino do pré-escolar e/ou 1º Ciclo, que se integram no perfil de respostas prestadas pela Casa da Praia;
  • Serviços de saúde (Centros de saúde da área geográfica de intervenção e Departamentos de Pedopsiquiatria do Hospital São Francisco Xavier e do Hospital D. Estefânia); -- Famílias; - Entidades da área geográfica abrangida.

2 - Processo de admissão

  • Pedido formal à Casa da Praia;
  • Avaliação Inicial;
  • Entrevista de acolhimento à família;
  • Observação psicopedagógica à criança, sinalizada;
  • Análise e discussão dos dados recolhidos em equipa, com supervisão pedopsiquiátrica;
  • Formulação da hipótese diagnóstica e do projeto de intervenção.

3- Apresentação e Discussão do projeto de intervenção com a família das crianças sinalizadas:

  • A Implementação do Projeto de Intervenção decorre, após concordância da família, da elaboração de um Plano Individual de Apoio à Família (PIAF) e/ou à criança, de forma articulada com outros serviços e recursos da comunidade envolvidos;
  • A reavaliação do PIAF realiza-se, periodicamente, com todos os intervenientes e, quando necessário, com supervisão médica especializada.

 

Ler Mais

Missão e Objetivos

Published in Missão e Objectivos

A Casa da Praia intervém nas famílias e suas crianças em risco, sendo que a avaliação desse mesmo risco é entendida como sinal ou sintoma de uma disfunção familiar significativa. A resposta é obtida através de uma interface de intervenções especializadas no plano familiar, social, psicológico e pedagógico-terapêutico, em que o apoio à família e à criança é visto como um todo.


Com base numa abordagem ecológica, sistémica e dinâmica prevêem-se, pois, modalidades diferenciadas de resposta, tendo como objetivos gerais:

  • Proporcionar às famílias, respostas promotoras do fortalecimento da sua dinâmica de funcionamento e do seu potencial de bem-estar físico, psicológico e social;

  • Intervir nas crianças que se encontram em situação de risco, com problemáticas do foro emocional e comportamental, suscetíveis de evoluir para quadros de evidente exclusão (social, familiar, escolar e pessoal), consequente a perturbação ou disfunção psicopatológica;

  • Cooperar e articular com as diferentes entidades e profissionais implicados no trabalho com as famílias e suas crianças, no sentido de facilitar uma maior qualidade e celeridade de resposta, mantendo uma visão holística do sistema familiar. 


“Entrelaçar Afetos” / Trabalho realizado em conjunto pelas crianças e seus familiares, no mês em que se assinala o dia Internacional da Família (maio, 2013)
Ler Mais
Subscribe to this RSS feed
×

Log in